• Arquitetos do Brasil

A busca pela produtividade

Esse é um conteúdo criado pela Mariane Santana à convite da nossa equipe. Mais atual, impossível. Mariane tem 25 anos, é arquiteta e urbanista, baiana e agora resolveu criar um canal no youtube que, segundo ela mesma, é para compartilhar "descobertas no caminho". E o que, exatamente, esse conteúdo tem ligação com a nossa plataforma? TUDO! Não só em tempos de pandemia mas na nossa rotina desde a faculdade é sempre a mesma coisa, a incessante busca pela PRODUTIVIDADE. Quer saber um pouquinho mais sobre a visão de Mariane sobre isso? Se joga no texto abaixo - e no vídeo do YouTube! Depois diz pra gente, como você tem lidado com isso tudo?

Um dos grandes dilemas da vida contemporânea é a constante busca pela produtividade. Em textos de blogs, matérias de revistas, vídeos do Youtube, posts do Instagram, estão lá elas: as “dicas para ser mais produtivo”. São dicas atemporais, fórmulas mágicas que, quando perfeitamente aplicadas, nos permitem fazer todas as tarefas pendentes em um tempo recorde, garantirmos a nossa eficiência tanto no trabalho quanto na vida pessoal e, enfim, nos sentirmos pessoas realizadas.


Aplicamos essas dicas à risca no primeiro dia, no segundo, quiçá no terceiro. No quarto dia, algumas tarefas se perdem nos horários conturbados da rotina. No quinto, estamos tentando resolver as tarefas pendentes do quarto e, depois disso, a sensação de derrota está instaurada. Passamos a experienciar a angústia de não sermos perfeitamente eficientes, a ansiedade de correr atrás do tempo perdido e a autocobrança por não conseguirmos fazer tudo, mesmo possuindo todas essas “fórmulas prontas” na nossa mão.

Somos constantemente atraídos por essa promessa de que podemos fazer mais, de que podemos produzir em uma maior velocidade, de que tudo depende do nosso esforço contínuo e persistente. Assim, de tempos em tempos, voltamos para os mesmos posts, os mesmos vídeos que nos relembram o quanto estamos desperdiçando o nosso tempo e, portanto, abrindo mão de uma vida feliz.


Esse ciclo vicioso nos coloca em uma corrida sem fim, onde é preciso correr mais rápido a cada dia, porque nos sentimos em um estado permanente de atraso. Deveríamos fazer mais um curso, aprender um novo idioma, publicar mais nas redes sociais, pesquisar sobre novas tendências, aprender a usar outro programa de computador, ler um livro que nos indicaram, assistir aquele documentário, fazer mais atividade física, organizar a bagunça da casa e, de quebra, “estudar enquanto eles dormem”. Será que é isso mesmo que nos fará viver melhor?


Esse vídeo é um convite para a pausa. Um convite para se demorar e respeitar o tempo – o tempo não como um item que usamos para produzir, mas como uma dádiva que nos permite a experiência mais importante: Ser.



Arquitetos do Brasil | 2020