• Arq. Rachel Condorelli

Pink Is The New Black - Millennial Pink


O rosa já foi muito usado na estética barroca e rococó, depois nos anos 1950 e 1980 e 1990. Hoje reconquistaram seu lugar no mundo trend, desde 2012 os rosas têm marcado território na moda, na publicidade, no design e nos interiores com força. E tornaram-se, quem diria, a cor neutra da década!

Você já deve ter lido o termo "Millennials" aplicado a muitas coisas, sobretudo à geração dos nascidos a partir dos anos 1980, a chamada geração Y, hiper conectada, questionadora de gêneros e de padrões e que está agora ocupando o mercado e as atividades criativas no mundo. Por causa dos Millenials, o rosa deixou de ser cor relacionada apenas ao universo feminino.

Os especialistas em tendências acertaram em cheio ao trazer o rosa como a cor do novo milênio. Um estudo feito pelo WGSN, um dos principais escritórios de tendência do mundo, diz que o número de peças tidas como masculinas em tons de rosa cresceu 40% nas redes de "fast fashion" internacionais nesta geração.

Fontes: O cara Fashion / WGSN Insider

Por esse motivo, o espectro de rosas que vão do "chiclete" ao mais pálido é chamado de Millennial Pink. E você já deve ter reparado que ele aparece em tudo hoje em dia.

Na nossa área, os rosas viajam por todos os estilos principais em uso: escandinavo, industrial, hygge, boho. Vamos então conhecer os tons de rosa que estão em alta e ver suas aplicações na arquitetura e nos interiores?

Dentro dos Millennial Pinks há três famílias de tonalidades principais: A do Rose Quartz 13-1520, apresentado em 2016 como cor do ano da pantone junto ao Azul Serenity, a do Baby Pink e a do Blush Pink, sendo o último o mais comentado de 2017.

Fontes: Pantone / Houzz / Casa Vogue / Stijlinge

Fontes: Pantone / Houzz / Arkpad / HGTV

Fontes: Pantone / The New nz / Houzz / Little Greene / Casa Vogue

A família do Rose-Quartz se inspira nas tonalidades do quartzo rosa e tem uma composição mais pura. A dos Baby Pinks trazem um pouco mais de pigmentação lavanda e cinza. Uma referência na Pantone é o próprio Baby Pink 707 C ou o Bubblegum 7422 C. Pode até ser considerada a família de tons que resultam da mistura do Rose Quartz com o Azul Serenity. Já os Blush Pinks trazem bastante bege na composição, podendo chegar até a tons pêssego-alaranjados. Boa referência na Pantone são o próprio Blush 7520 C e o queridinho Pale Dogwood 13-1404.

Apesar da inserção do maravilhoso verde greenery como cor do ano da pantone, os rosas, principalmente em suas tonalidades secas, mantiveram seu reinado no imaginário atual. E eles trouxeram junto os metais rosados e dourados, como cobre, latão e ouro.

As combinações mais interessantes com os rosas millennial trazem azuis, dourado, cinzas, prata, caramelo e claro, o branco e o preto. Combinam super bem com as madeiras claras e os tons terrosos de cerâmica natural trazidos pela estética escandinava.

Fontes: Bree Leech / Biasol / Bright Bazaar / OPPA

Fontes: Carrie Oneal / Blush / Bree Leech / Elle Decor

Fontes: Oh eight oh nine / IKEA / Elle Decor Soth Africa / The Sweet Escape Creative Studio

Os rosas mais secos são universais, elegantes, relaxantes e cheios de luz e podem tranquilamente ser usados como cor neutra, sobretudo se combinados com cinzas e metais pretos, como podemos ver nas referências incríveis deste post.

Fontes: Eklund / NLXL / Portinari / Pantone / Behance / Marcantetesta / Quadro Room

Estamos no #OutubroRosa e sabemos da importância dessa campanha, para nos lembrar de fazer nossa mamografia. O mundo se enche de rosa todo outubro e não vai ser diferente nos Arquitetos do Brasil!

E aí? Curtiram? E afinal, conheciam ou não os Millennial Pinks? Acho que sim, não é mesmo? Se quer usar algum deles na moda ou no seu ambiente, vá em frente! Sobretudo os da família do Blush Pink. Como dizem os "millennials": Rosa não é feminino nem masculino, traz frescor, é versátil, moderno e sobretudo é neutro!

Fontes: Le Creuset / OPPA / Pop Sugar / Drops Arquitetura

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Arquitetos do Brasil | 2020